Nada Pessoal

Nada Pessoal
NADA PESSOAL é uma reflexão sobre a influência dos meios de comunicação de massa e da opressão da sociedade sobre o indivíduo na construção de sua identidade e de suas relações, bem como sobre possíveis consequências desse processo, como o surgimento do individualismo enquanto forma de sobrevivência e a solidão advinda da ausência de interações profundas com o outro.
A montagem aborda a complexidade das relações humanas no mundo contemporâneo a partir do medo das consequências da ruptura de padrões estabelecidos socialmente, da busca por realização pessoal calcada na ascensão social e nos valores impostos pela mídia, da falta de empatia e da mecanização do corpo por meio do amortecimento dos sentidos.
A pesquisa coreográfica foi realizada com a colaboração dos bailarinos, por meio de estratégias de criação de movimento elaboradas pela diretora Luciana Lara, que trabalha, pela primeira vez em sua trajetória, com o conceito de dramaturgia na dança. Sem uma narrativa explícita, a investigação do movimento e das relações entre os intérpretes ocorre por meio da transposição dessas reflexões para o universo da linguagem da dança, por meio de metáforas baseadas em ações que correspondem a ideias de manipulação, restrição, isolamento, repressão e autonomia.
Os conceitos de identidade e solidão são trabalhados em solos que investem em abstrações de gestos cotidianos enquanto o comportamento da sociedade é explorado nas relações com o espaço e entre os intérpretes por meio de toques, apoios e tensões espaciais.
Pela primeira vez, a companhia também trabalha com uma trilha sonora especialmente criada para o espetáculo, composta por Cláudio Vinícius. A possibilidade de pensar a criação musical para a coreografia inverte a lógica da subserviência da dança à música, gerando maior complexidade no processo criativo e permitindo um aprofundamento do papel da música no espetáculo. A trilha foi composta a partir da coreografia e vai além de estabelecer o ritmo, criando atmosferas e diferentes relações com o material coreográfico.
O cenário foi criado e desenvolvido por Luciana Lara e Marconi Valadares, com ampliações de fotos utilizadas nas carteiras de identidade do próprio elenco. O figurino, concebido por Luciana Lara, produz um efeito de uniformidade e utiliza o tecido denim (jeans) e a t-shirt como símbolos de vestimenta massificada.
Créditos
Direção artística, concepção e dramaturgia: Luciana Lara
Coreografia em colaboração com elenco e bailarinos convidados
Elenco: Cleani Marques, Dani Couto, Danielle Renée e Edi Oliveira
Bailarinos convidados e colaboradores: Anja Kursawe, Sebastian Gonzalez
Trilha sonora original: Cláudio Vinícius
Fotografias e Projeto gráfico e Iluminação: James Fensterseifer
Cenário: Marconi Valadares e Luciana Lara
Cenotecnia: Marconi Valadares Figurino: Luciana Lara
Fotos do espetáculo: MIla Petrillo
Produção: Marconi Valadares
HISTÓRICO
ESTREIA: Dezembro de1998. Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF. Patrocínio: Projeto Nacional de Artes Cênicas, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Caixa Econômica Federal.
1998
Temporada de estreia. Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF. De 11 a 13 de dezembro de 1988. Patrocínio: Projeto Nacional de Artes Cênicas, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Caixa Econômica Federal. .






