Cidade em Plano

Cidade em Plano
CIDADE EM PLANO marca a trajetória da Companhia com o início da pesquisa sobre a relação do corpo com a cidade e os estudos sobre recepção e a relação do espectador, sendo a primeira obra com formato de instalação criada pelo grupo.
O trabalho parte de uma investigação sobre a relação do corpo com a cidade de Brasília com a perspectiva de quem a vive, de quem a habita com seu próprio corpo, uma visão de dentro da cidade, de dentro do corpo. A percepção dessa cidade é a de quem é sustentado pela ossatura da estrutura urbanística de Lúcio Costa, de quem veste a arquitetura de Niemeyer, de quem se espanta com o desenho da cidade, de quem vê e respira através de seus enormes espaços livres e áreas verdes, de quem pulsa no ritmo do seu skyline, de quem carrega o peso do poder do estado na cidade capital. E, também, de quem cresceu com o pé na terra vermelha, correndo nos espaços amplos, catando casca de cigarra nas árvores, com a vastidão do céu sobre as suas cabeças, o vento nos cabelos, a luz e o horizonte nos olhos, escutando histórias e se confundindo com elas ao criar a sua própria.
Brasília faz parte do imaginário brasileiro, é símbolo da ambição do país de ser moderno, marcou a história do Brasil com a sua invenção e espelha os paradoxos de nossa cultura. O trabalho também é uma reflexão sobre a construção de nossa identidade enquanto brasileiros, brasilienses, artistas, cidadãos, pessoas que habitam uma cidade que queria ser única, moderna, símbolo de progresso e berço de uma nova civilização, com história e configuração tão incomuns.
A partir da ideia da cidade como corpo e o corpo como cidade, a coreografia se desenvolve a partir da ideia de dimensionar Brasília por meio de inúmeros planos, para compor camadas e níveis de entendimento sobre a cidade. Várias perspectivas que se combinam e se sobrepõem, construindo uma percepção múltipla de uma metrópole: o plano espacial (geográfico, urbanístico, idealista, arquitetural), o temporal (histórico), o plano da memória-afetiva, o plano sensório, o plano psicológico, o plano pessoal, o plano social (público e privado), o plano imaginário, o plano político, o plano simbólico e o plano utópico.
Créditos
Direção e concepção: Luciana Lara
Coreografia e dramaturgia: Luciana Lara com colaboração do elenco original
Elenco original e colaboradoras da criação: Carol Hofs, Cláudia Duarte, Gigliola Mendes, Marcela Brasil e Aline Santos
Bailarinos: Karla Freire, Rafael Villa, Robson Castro, Leandro Menezes, Breno Metre, Paula Queiroz, Juliana Sá, Luara Learth, Valéria Rocha, Raoni Carricondo, Vinícius Santana, João Lima.
Trilha sonora original: Direção: Luciana Lara
Músicas: Skyline, Bsb saga, Desconstrução do peixe vivo, Composição: Valéria Lehmann Composição e interpretação
Trompete: Moisés Alves
Pesquisa de roteiro de sons: Paulucci Araújo, Chico Aquino e Luciana Lara
Mixagem dos sons: Luciana Lara com colaboração de Pablo Ornelas
Designer de som quadrifônico, edição e mixagem da trilha e edição de vídeo: Antônio Serralvo
Iluminação: Marcelo Augusto
Cenário, objetos de cena, cenotecnia e identidade visual: Marconi Valadares
Assistente de montagem: Renato Valadares
Fotos: Débora Amorim
Produção: Anti Status Quo Companhia de Dança e Quanta Produções Artísticas
HISTÓRICO
ESTREIA: Maio de 2006 na Mostra de Dança XYZ no Centro de Dança do DF em Brasília-DF. Fundo de Apoio à Cultura do DF – FAC e Prêmio Funarte/Petrobrás – 2005. Prêmio Klauss Vianna de Dança 2006.
2014
FITAZ – Festival Internacional de Teatro de La Paz- Bolivia
Circulação Nacional: Cidades de Curitiba- PR, Recife-PE, Salvador-BA
Temporada em Brasília-DF – Ocupação Funarte - Teatro Plínio Marcos
2013
Festival do Teatro Brasileiro – Cena Distrito Federal. Teatro Glauce Rocha – Campo Grande-MS
2010
Temporada 2010 - Projeto A.S.Q. de Circulação nas Cidades Satélites. Taguatinga-DF, Ceilândia-DF e Gama-DF. Fundo de Apoio à Cultura do DF.
2009
Mostra de Dança XYZ. Foyer Martins Penna. Teatro Nacional. Brasília-DF.
Projeto A.S.Q. Arte-educação - Uma Abordagem Triangular Por Meio da Dança. Teatro Plínio Marcos. Complexo Cultural FUNARTE. Brasília-DF.
Temporada em Exposição Performática Anti Status Quo 21 anos na Galeria Rubem Valentim. Espaço Cultural 508 Sul. Brasília-DF.
2008
Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília. Brasília-DF, Taguatinga-DF e Ceilândia-DF
Festival Expande Dança no Teatro de Dança de São Paulo. São Paulo -SP.
2007
Bienal SESC de Dança. Santos-SP
2006
SESC Palco Giratório. Brasília-DF.
Temporada de estreia no Centro de Dança do DF. Brasília-DF.










