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Aletheia
Aletheia


ALETHEIA investiga coreograficamente o tensionamento entre os conceitos de identidade e alteridade na trajetória humana em busca de pertencimento e sentido de existência. Entre as perguntas “quem sou eu?” e “quem sou diante do outro?”, o dueto atravessa questões relacionadas ao ego, ao poder, ao gênero e às construções sociais dos inúmeros papéis que cada indivíduo exerce em diferentes contextos da sociedade. A obra também aborda as noções idealizadas e padronizadas de corpo, que oprimem os verdadeiros valores do indivíduo e influenciam a percepção de si e do outro. 


A dramaturgia do espetáculo tem como referência os contos homônimos “O espelho” de Guimarães Rosa e “O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana” de Machado de Assis. Textos de pensadores como Lacan, Sartre, Baudelaire, e reflexões sobre o comportamento social, a invenção do espelho e moda também inspiraram a pesquisa coreográfica durante o processo criativo.  


Neste trabalho, o tempo é um elemento essencial, modificador da percepção. A pesquisa de movimento investe nas alterações de postura, de posição no espaço, de tônus, dos volumes e das formas do corpo por meio de estados de emoção das intérpretes. O tempo que a mesma ação é feita, em conjunto com a trilha sonora, constroem uma dramaticidade única e convida o espectador a se envolver e acompanhar em detalhes a construção e a desconstrução dos corpos em cena. 


Na etimologia do vocábulo grego “alétheia”” (a-létheia, a-letheúein, o prefixo “a” significa “não” e lēthē é “esquecimento”, “ocultamento”, “esconderijo”). Portanto Aletheia, significaria literalmente: “não-esquecimento”, “não-ocultamento” ou “desnudar”. Geralmente traduzida como “verdade”, o seu sentido original é mais complexo, porque o significado de verdade está mais ligado a correspondência entre afirmação e fato, mas o termo grego nos leva a um sentido mais profundo e mais poético: o de trazer algo à luz, de retirar do esquecimento ou da ocultação. A verdade, então, significa desvelar e assim tornar visível o que estava encoberto pelos hábitos e costumes, pelas convenções para ir além das aparências, e alcançar a essência das coisas enfrentando formas de poder.

Créditos


Direção artística, concepção e figurino: Luciana Lara


Pesquisa e dramaturgia: Luciana Lara com colaboração de Carol Hofs


Coreografia: Luciana Lara em colaboração com as intérpretes do elenco original


Elenco original: Ana Vaz e Lívia Frazão


Cenário e produção: Marconi Valadares


Trilha Sonora original: Paullucci Araújo


Músicos colaboradores: Valéria Lehmann e Luis Olivieri


Design de som: Antonio Serralvo


Iluminação: Marcelo Augusto e Luciana Lara


Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC - 2003).

HISTÓRICO


ESTREIA: 2003, Teatro da Caixa Cultural, Brasíia-DF. Patrocínio da Caixa Econômica Federal e Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).


2005

  • Caravana Funarte de Circulação Regional Brasil Central, sendo apresentado em Taguatinga-DF, Sobradinho-DF, Pirinópolis-GO e Goiânia-GO.

2004

  • Festival Internacional da Nova Dança, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF.

2003

  • Temporada de apresentações da estreia. Teatro da Caixa Cultural, Brasília-DF

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