Dalí

Dalí
DALÍ é um espetáculo inspirado na vida e na obra surrealista do pintor catalão Salvador Dalí, um dos mais populares e polêmicos personagens das artes do século XX. A pesquisa para a criação coreográfica levou o grupo a entrar em contato com as conexões entre elementos da biografia de Dalí e suas obras, e essas relações inspiraram a concepção do espetáculo.
O impacto visual, a inovação imaginativa e a lógica delirante da obra de Dalí foram os interesses iniciais da pesquisa. Os estudos revelaram como as referências de suas obras se misturam à sua vida e à construção mítica, espetacularizada, narcísica e excêntrica que Dalí fez de si mesmo.
A dimensão performativa de sua identidade artística , é verdade, pode ter eclipsado sua obra e iniciado uma lógica da arte como espetáculo e da difusão do artista como celebridade, como acusam alguns historiadores. Mas é verdade, também, que Dalí é amplamente reconhecido por seu extraordinário domínio técnico, sua potência imagética, sua influência duradoura na cultura visual e sua capacidade de fundir arte, psicanálise e cultura de massa.
Além de interpretar e encenar a vida de Dalí nessa montagem, a companhia incorpora elementos de sua obra e cria apropriando-se dos princípios do surrealismo. O movimento surrealista tinha como premissa acessar o inconsciente por meio das manifestações simbólicas, muitas vezes indecifráveis, dos sonhos — uma busca pela utopia da liberdade da imaginação diante de qualquer escravatura racional, moral, estética, psicológica ou cultural.
A pesquisa de movimentos e a encenação deste trabalho inspiraram-se em elementos da commedia dell’arte, da dança flamenca, do butoh e da improvisação. O vocabulário de movimentações foi criado a partir de diversos estímulos da obra e da personalidade do artista, como seu método paranoico-crítico, o derreter dos corpos, o medo e o fascínio pela morte, as relações amorosas, a experimentação e a libertação da imaginação. Uma coreografia que mergulha na releitura das visões de mundo de Salvador Dalí, buscando dialogar com o universo pessoal e cultural dos artistas envolvidos na pesquisa.
A encenação faz uso de grande aparato cênico com troca de cenários suspensos, constante troca de figurinos, uso de objetos de cena e até um espelho d’água, em consonância com a riqueza de detalhamento do estilo de Dalí. O cenário foi idealizado por Luciana Lara e Marconi Valadares e confeccionado pelo artista plástico Andrey Hermuche. Os figurinos foram concebidos por Maria Carmen.
A trilha sonora recebeu tratamento especial, sendo lançada em CD na estreia do espetáculo. Composta por Cláudio Vinícios, foi criada simultaneamente ao espetáculo, em diálogo constante entre criação conceitual, coreográfica e musical.
Créditos
Concepção, Direção Artística e Coreografia: Luciana Lara
Elenco: Cleani Marques, Dani Couto, Danielle Renée, Gisele Calazans, Larissa Salgado, Leonardo Hernandes e Micheline Santiago
Elenco de apoio: Marina Maia
Trilha sonora original: Cláudio Vinícius
Direção: Luciana Lara
Criação, Composição e Programação: Cláudio Vinícius
Vozes: Janete Dornellas, Alexandre Innecco e Cláudio Vinícius
Músicos: Cláudio Vinícius, Augusto Guerra Vicente e Elias de Andrade
Participação especial (Composição e Violoncelo): Ocelo Mendonça
Sons: Gisele Calazans, Dani Couto, Cleani Marques, Micheline Santiago, Marina Maia, Luciana Lara, Cláudio Vinícius e Bidu Froz.
Mixagem e Gravação: Estúdio Allaudin, Brasília-DF
Produção do CD: Marconi Valadares
Iluminação: James Fensterseifer
Figurinos: Maria Carmen Costureira: Glória Vidal
Concepção cenográfica: Luciana Lara e Marconi Valadares
Criação e execução de objetos e cenografia: Andrey Hermuche
Criação e confecção de pernas de pau: Handes Bonova
Direção Técnica: Marconi Valadares
Contra-Regras: Marina Maia, Iuri Daudt, Handes Bonova, Rômulo Augusto e Pablo Patrick
Fotos: Mila Petrillo e Daniel Mira
Design gráfico: Célia Matsunaga,
Assistente de Design gráfico: Melissa Yamaguti
Textos do programa: Sérgio Sá
Assessoria de Imprensa: Andrea Boni
Professora de Ballet: Elisabeth Lissa
Produção: Marconi Valadares
HISTÓRICO
ESTREIA: Junho de 2000. Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura ( ROUANET) /Ministério da Cultura.
2001
Circuito Brasil Telecom de Dança. Conjunto Cultural da Caixa. Teatro Nelson Rodrigues, Rio de Janeiro-RJ, 2 de setembro de 20012. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura.
Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF. 1 de novembro de 2001. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura
Turnê. Goiânia-GO, Florianópolis-SC, Porto Alegre -RS e Curitiba-PA. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura.
Teatro Ademir Rosa do centro Integrado de Cultural (CIC). Florianópolis-SC. 8 de novembro de 2001. Turnê. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura
Teatro Guaíra. Curitiba-PA. 15 e 16 de novembro de 2001. Turnê. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura
Theatro São Pedro. Porto Alegre -RS .13 de novembro de 2001 Turnê. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura
2000
Theatro Fernanda Montenegro. Palmas, TO. 18 a 20 de agosto de 2000. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura (ROUANET) /Ministério da Cultura
Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília-DF. 21 e 22 de junho de 2000. Patrocínio BrasilTelecom, Lei de Incentivo à Cultura ( ROUANET) /Ministério da Cultura







